Balcão Único
Bolsa Nacional de Terras
Sistema de Informação do Regadio
Estatuto da Agricultura Familiar
Produtos Tradicionais Portugueses
Jovem Empresário Rural
Formação Profissional
Cartas de Pery
IMG_4099.jpg
IMG_4099.jpg
IMG_4099.jpg
IMG_4099.jpg
IMG_4099.jpg
IMG_4099.jpg
IMG_4099.jpg
IMG_4099.jpg
previous arrow
next arrow
  • Início
  • Destaques
  • Primeira Conferência Europeia debate Indicações Geográficas
Conferencia IG siteA primeira Conferência Europeia de Indicações Geográficas debateu, durante dois dias, a realidade dos produtos com Indicação Geográfica Protegida (IGP) e Denominação de Origem Protegida (DOP). O evento, realizado a 16 e 17 de outubro em Lisboa, contou com a participação de entidades de Espanha, França e Itália, que partilharam as experiências dos produtos reconhecidos nos seus países, salientando as suas vantagens e a necessidade de controlo e de auditoria.

A abertura do evento contou com a presença do Secretário de Estado da Agricultura, Gonçalo Rodrigues, que evidenciou a necessidade de valorizar e de colocar "na mesa a identidade" de Portugal, um país de "pequena dimensão, mas com muita heterogeneidade".

A conferência foi uma organização conjunta do Ministério da Agricultura e da Alimentação, da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) e da Rede Rural Nacional. Prevê-se que esta primeira experiência tenha continuidade, com uma nova edição, desta feita aberta ao público em geral e envolvendo especialistas das áreas do turismo e da cultura.

A DGADR tem a responsabilidade de implementar e coordenar a nível nacional o Regulamento Europeu das Indicações Geográficas. Compete à DGADR a submissão dos pedidos de novos registos de DOP e IGP à Comissão Europeia, mas também a supervisão das atividades de controlo oficial.

No evento foi apresentado o novo logótipo "dePortugal", que será utilizado em campanhas de comunicação ligadas às Indicações Geográficas (IG). A primeira ação de divulgação passa pela criação de um site para as IG e os Produtos Tradicionais, que está em construção.

Ao longo das jornadas, falou-se nas características que distinguem estes produtos genuínos, na importância de contar a sua história, assim como da necessidade de aumentar a dimensão da produção para dar resposta às tendências de consumo atuais, já que cada vez mais a população se preocupa com a origem dos alimentos que chegam à sua mesa.

O impacto das Indicações Geográficas na gastronomia foi outro tema sobre a mesa, tendo-se concluído pela necessidade de uma maior sinergia entre a restauração e os produtores deste tipo de produtos genuínos e ligados a um território demarcado. Foi também dado a conhecer o trabalho de duas cidades que integram a Rede de Cidades Criativas na área da Gastronomia da UNESCO, Santa Maria da Feira e Bergamo (Itália), e realçada importância deste projeto no desenvolvimento do território rural.

Na temática da sustentabilidade, foi apresentado o modelo seguido pelo “Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo”, com reconhecimento nacional e internacional, e a agricultura regenerativa praticada em Idanha-a-Nova, pela Real Idanha, a partir de um olival de sequeiro.

Durante a conferência, os participantes puderam degustar muitos produtos genuínos nacionais e estrangeiros, como queijos, enchidos, doces, frutas, entre outros. Das iguarias nacionais, destacam-se a Pera Rocha do Oeste, o Queijo de S. Jorge, Ovos Moles de Aveiro, Fogaça da Feira e a Sidra da Madeira. Em ambos os dias, ao almoço, foram servidos pratos tradicionais e com origens regionais bem conhecidas: arroz de sarrabulho à moda de Ponte de Lima e sopa da pedra de Almeirim.

No seguinte vídeo, são apresentadas intervenções de Teresa Coelho e Paula Hipólito, da DGADR, e do Secretário de Estado da Agricultura, Gonçalo Rodrigues.

Veja aqui:

 Primeira Conferência Europeia debate Indicações Geográficas
Ao longo da conferência, a Rede Rural Nacional falou com alguns participantes na sessão. Assim:
- Hilário Oliveira, presidente da Confraria do Covilhete de Vila Real, explica como está a decorrer o processo de candidatura deste produto a Indicação Geográfica Protegida.

 - Pedro Lima fala na Sidra da Madeira, produto que foi registo recentemente como Indicação Geográfica Protegida.

 - Albano Álvares salienta a importância da Carne Barrosã DOP na zona transmontana.

- Óscar Cabral, investigador, aborda o papel destes produtos genuínos, com ligação a um território, no setor da gastronomia.